KÁTIA PERELBERG, assessora de comunicação do Sindcomb
Antes mesmo do acirramento dos conflitos no Oriente Médio, da deflagração da Operação Carbono Oculto ou do fechamento da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), a Vibra Energia já mobilizava toda a sua estrutura — do presidente ao estagiário — em uma ofensiva declarada contra os desmandos no mercado de combustíveis. Adulteração de produtos, desvio de cargas, postos-clones, fraude de volume (“bomba baixa”) e revendedores inidôneos entraram no foco absoluto da companhia.
A convite do Sindcomb, nesta quarta-feira (12), uma comitiva da distribuidora reuniu o diretor de Postos, Rafael Rebello; o gerente comercial Diego Santiago; e a advogada Gabriela Almada, líder de Compliance e Integridade na Rede de Postos. Na ocasião, os executivos apresentaram números expressivos e transmitiram confiança à revenda legalmente constituída.
RETOMADA DO MERCADO E DESCREDENCIAMENTO DE INIDÔNEOS
A redução dos preços predatórios — impulsionada pelas operações contra práticas ilícitas — permitiu que a Vibra ganhasse fatia de mercado, conforme avaliou Rafael Rebello. E o Estado do Rio de Janeiro liderou essa virada de jogo.
“Estamos olhando para dentro de casa e equacionando questões fundamentais. Este é o primeiro movimento. Temos um processo meticuloso para garantir atuação contra revendedores que pratiquem irregularidades, tanto no caráter de injeção quanto mistura e fraude metrológica. A Vibra vem atuando firme para ter apenas revendedores sérios. Em paralelo, temos crescido o embandeiramento de postos neste momento que garantia de suprimento de qualidade é um diferencial no mercado. Como empresa de capital aberto, temos regras firmes de compliance e transparência. Nossa atuação precisa ser severa contra qualquer irregularidade”, declarou Rebello.
CLÁUSULAS MAIS RÍGIDAS E TOLERÂNCIA ZERO
Para blindar a operação no Rio de Janeiro, o executivo anunciou que a Vibra acrescentou duas cláusulas contratuais extremamente duras contra a adulteração e a fraude de quantidade. A comprovação de qualquer uma dessas irregularidades acarretará em multa imediata e apuração do caso pelo comitê de integridade.
Já Diego Santiago revelou os resultados recentes da fiscalização interna: em apenas 60 dias, unidades próprias foram fechadas e outros postos perderam o direito ao uso da bandeira, resultando em diversos postos descredenciados da rede BR por integridade.
A transparência dos dados da ANP nos permite acompanhar de perto a regularidade fiscal e tributária dos nossos postos. Além disso, movemos ações contra 13 distribuidoras despejavam combustíveis em nossos postos, já tendo obtido 11 liminares favoráveis, sem contar o combate ostensivo aos postos-clones”, destacou a advogada Gabriela Almada.
A HORA DE MUDAR O JOGO
O diretor de Mercado do Sindcomb, Maurício Rito Lopes, exortou a distribuidora a manter o aprimoramento dos mecanismos de expurgo de oportunistas. O presidente do sindicato, Manuel Fonseca, reforçou que o momento atual é propício para consolidar um mercado pautado pela livre concorrência, ética e saudável.
Apoiando essa estrutura de controle, a advogada detalhou que a área de Integridade de Postos foi criada há um ano e meio. O departamento realiza reuniões mensais de auditoria para analisar, detalhadamente, a conduta e o histórico de cada posto da marca.
Apesar dos avanços expressivos, a diretoria da distribuidora reforça que o trabalho não para por aqui:
“Mesmo com esses resultados, não estou satisfeito. Basta um posto irregular para contaminar toda a rede. Estamos no caminho certo”, finalizou Rafael Rebello. (LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA PRÓXIMA EDIÇÃO DA REVISTA POSTO RIO)
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