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Assédio ameaça vendas de cigarros nas lojas de conveniência do Rio


Diretoria recebe executivos do setor de tabaco

KÁTIA PERELBERG, Assessora de comunicação do Sindcomb
Operadores de lojas de conveniência em postos de combustíveis localizados em diferentes bairros do Rio vêm sendo alvo de assédio por indivíduos que se apresentam como empresários do setor de cigarros. Esses grupos pressionam os lojistas a abandonar as distribuidoras oficiais e adquiri-los diretamente deles. Além de cobrarem o valor final de venda, os cigarros fornecidos têm origem suspeita, podendo ser fruto de roubo, falsificação ou adulteração.

Diante da gravidade da situação, o Sindcomb convidou, na tarde desta quinta-feira, (27/11), representantes das três maiores fabricantes do setor — BAT Brasil (antiga Souza Cruz), Phillip Morris e JTI — para denunciar o problema e buscar soluções conjuntas. As lojas de conveniência mantêm contratos com atacadistas que estabelecem metas de vendas. Ao serem coagidas a comprar de terceiros, ficam em risco de descumprir esses contratos e sofrer penalidades.

O Sindicato apurou que esses assediadores chegam a criar empresas para adquirir grandes volumes de cigarros de supermercados, dificultando a identificação da práticailegal. Durante a reunião, os representantes da Phillip Morris e da JTI defenderam que a saída é notificar os órgãos de segurança pública para abertura de investigação.

O presidente do Sindcomb, por sua vez, anunciou que pretende dialogar com as três principais distribuidoras de combustíveis para avaliar suspensão temporária da venda de cigarros nas lojas de conveniência, enquanto persistirem as ameaças. A Bat Brasil, líder nacional com cerca de 70% do mercado, não compareceu ao encontro, apesar dos convites feitos pelo Sindicato.

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