RENNAN SETTI, O Globo
A Abradin (Associação Brasileira de Investidores) entrou na Justiça Federal de SP contra a Vibra (antiga BR Distribuidora), a Pentágono e a Opea pedindo ressarcimento por prejuízos no caso do “aluguel da discórdia”.
Como a coluna revelou no ano passado, o caso trata dos CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) emitidos para a construção do edifício-sede da Vibra, no Centro do Rio. Depois que a Vibra comprou o prédio em leilão judicial, deixou de pagar o aluguel — que acabava remunerando os investidores que compraram os CRIs.
O caso está sendo discutido em arbitragem entre a Vibra e as securitizadoras que emitiram os CRIs. Porém, a Abradin está pedindo na Justiça que as companhias envolvidas no caso sejam condenadas a ressarcir seus associados “pelos prejuízos sofridos” e a pagar danos morais coletivos “pelos prejuízos causados ao mercado de capitais”, no valor mínimo de R$ 20 milhões, que devem ser destinados a “um fundo gerido pelo Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais, com participação do Ministério Público Federal (MPF) e representantes da comunidade, destinado à reconstituição dos bens lesados.”
Além da Vibra e da Opea (securitizadora que emitiu os CRIs), a Abradin processa a Pentágono porque, segundo a ação, ela atuou como agente fiduciário na emissão dos CRIs.
Aurélio Valporto, presidente da Abradin, classifica o caso de “fraude”:
— A associação já denunciou a fraude à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e ao MPF, este criminalmente. Agora, com essa ação, buscamos reparação cível para os investidores lesados.
Ligue para nós
55 21 3544-6444
Email
sindcomb@sindcomb.org.br